Grupo Etnográfico pesquisa, representa e preserva com a sua simplicidade e genuidade os costumes.

As raízes culturais da área envolvente de Fermêdo perdem-se na escuridão da ancestralidade. Desde tempos imemoráveis que os seus habitantes viviam do amanho da terra, do abate de árvores e da criação de animais, actividades agrícolas que marcaram profundamente a maneira de ser e de sentir das suas gentes.
As sementeiras, as sachas, os linhares, as esfolhadas e espadeladas, eram trabalhos que uniam as gentes da aldeia numa conjugação de esforços colectivos, transformando a vida campesina numa acção de religiosidade.
Os cantares durante os trabalhos sedentários, os folguedos no terreiro ao Domingo à tarde e as romarias proporcionaram o aparecimento de manifestações tradicionais do povo que bem podemos considerá-las grandes tesouros do nosso Património Cultural.
Os cantares de trabalho eram, para as nossas gentes, como que o elo de ligação entre o Homem e a Divindade geradora de toda a força contida pela Natureza. Daí, a mistura melódico-sagrada que as vozes das raparigas se repercutiam pelo vale como preces uníssonas e elevantes de dor, de louvor, de luto, de alegria ou até agradecimento.
Foram estes tesouros, que em 1981, fizeram aparecer o Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermêdo e Mato, o qual levou esses tesouros a outros recantos de Portugal e ao estrangeiro, nomeadamente, à Espanha, França, Suiça e ao Brasil. O grupo é membro da Federação do Folclore Português.
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